Blog da Debby


17/05/2009


Voltei! Depois de concluir uma monografia e um livro, eis-me aqui!

Mas, pensando bem, não sei se a melhor palavra é volta. Volta lembra círculo. Lembra andar em círculos. Lembra retorno. Reverter. E isso parece voltar ao ponto de partida.

Melhor talvez seja recomeço. Andar pra frente. Novos desafios. Novas conquistas. Novo amanhecer. Novo dia. Tarde. E noite. E como diria Vinícius:

De manhã escureço. De dia tardo. De tarde anoiteço. De noite ardo.

Escrito por Debby Matos às 00h14
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10/01/2008


 

À meia luz

 


Quero abrir os olhos e ver teus sonhos

Sentir tua respiração sempre tão forte e quente

À meia luz ler teu sono

E adivinhar o que está na sua mente

 


 

Partir a noite ao meio

Te alcançar em cheio

Te contar segredos

Aniquilar meus medos

 


Procurar tua fonte escondida

Destrancar tua íntima armadura

No lençol descobrir a sensação contida

A conta-gotas derrubar tua linha dura

 


Viver a vida toda num momento

E um momento pra toda a vida

Pra ver até onde agüento

Até me ver no tempo perdida

Escrito por Debby Matos às 00h23
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2008 chegou.

 

Gelukkig Nieuwjaar! Feliz Ano Novo! Happy New Year!  Fogos. Brindes. Glitter (em Amsterdã é assim). Beijos. Abraços.

 

Dizem que quando o ano começa bom, promete. Não sou assim tão dada a crendices. Mas tenho cá minhas superstições... E, tomara, dessa vez isso seja mesmo verdade.

 

Também falam que faz bem passar perto de gente que a gente ama. Que o que a gente deseja e recebe na hora da virada, nos acompanha o ano inteiro. De novo, espero que isso se confirme.

 

Que 2008 continue como começou: cheio de boas noticias...

 

 

 

Escrito por Debby Matos às 00h18
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23/12/2007


É Natal!!!

 

Que dia bom!

Começa cedo... Fé. Preparativos. Abraços. Beijos. Ligações. Troca de presente.

Alegria nos olhos de uma criança. Dia de sonhos. De fantasia.

Dia de bons desejos. De encontros. Reencontros.

Noite com cheirinho de infância. De boas lembranças. De bons fluidos. Noite feliz!

É Natal!

Que o bom velhinho seja generoso e traga um saco lotado de muitas oportunidades em 2008, 2009, 2010...

E que Deus esteja em nossos corações!

 

 

Escrito por Debby Matos às 22h27
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17/12/2007


Nova semana

Vida repensada

Decisões não mais precipitadas

Atenções focadas

Ansiedade controlada

 

Amor verdadeiro

Amigos, família, dinheiro

A vida por inteiro

 

Dispenso restos que poluem minha mente

Sigo em frente

Gosto do que me gosta, porque tudo na vida é rente

 

 

 

 

Escrito por Debby Matos às 09h30
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16/12/2007


 

Breves Instantes

 


 

Nada mais estranho do que gastar dias, noites, vidas rendendo homenagens à superficialidade.Que viver numa corda bamba entre o dizível e indizível. Entre o conhecido e o desconhecido. Entre o vazio e o indecifrável.

 


Um sem número de evasões. Pensamentos que se perdem. Palavras que vertem. Idéias que subvertem.

 


 

Um jogo sem teoria. Um teorema sem lógica. Um raciocínio indedutível. Fronteira não demarcada. Tênues sinais. Forjadas defesas.

 


 

Quando o nada assume o lugar do tudo e o tudo o do nada. Um inversão que descomplica o imediato. Confunde o depois e atribula o daqui a pouco. Que revive o ontem. Antecipa o amanhã e sobrecarrega o agora. E acaba fazendo da vida nada mais do que uma sucessão de breves instantes.

Escrito por Debby Matos às 10h43
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10/12/2007


De uma ponta a outra

 


 

A gente vive mesmo num mundo de extremos. A realidade dos contrários. Dos julgamentos inevitáveis. Da unanimidade que às vezes cega. Ilude as fronteiras.

 

 

Você liga a TV e encontra ou o absurdo descabido, ou a utopia incorrigível, romântica, quase leviana. Ou é branco, ou é preto. Ou é bom, ou é mal. Ou é ódio, ou amor.  Como se a sociedade tendesse à divisão exata, sem restos. E, por todos os instantes, se esquecesse de que entre zero e um há um número infinito de pontos.

 


 

O equilíbrio é uma linha esquecida há muito, em algum plano que não mais reconhecemos. Os passos, faz tempo, são dados na trilha da intolerância. Bem na beira do abismo do fundamentalismo.

 


 

A paz agora é um grito. A justiça, um mito. Cego, surdo e mudo. Nada razoável. Nada coerente.

 


 

Num mundo de tantos certos errados e de tantos errados certos, já quase não há escolhas possíveis. Nos restam, mesmo, as impostas. Quando muito, as prováveis.

 

 

Mas, dedo em riste, insistimos em rotular os erros e acertos. Em guardar as opiniões em caixas. Em achar que as situações foram criadas na medida dos nossos conceitos – e preconceitos. Nos concentrando mais em julgar, que em mudar. Ingenuamente, nos colocando na posição de simples espectadores. Enquanto isso, o próximo ato se inicia, dia após dia, e estamos sempre na cômoda (?) condição de assistir a peça nas bordas do palco. Abdicando do direito legítimo de dirigir nossas próprias vidas.

Escrito por Debby Matos às 03h33
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Every breath you take

 

Aha. Uhu. O Maraca é nosso. Get up. Stand up! Vai começar o show. Cerveja na mão. Expectativa. Guitarra. Bateria. Banda inteira. E ele. Sting. De tirar o fôlego.

 

Já começa botando a galera pra pular. Como dito pelos próprios, são músicas que são maiores que a banda. Já não pertencem mais a eles. O direito autoral agora é do público. E os mais de 60 mil presentes, traziam cada uma na ponta da língua. Tudo dentro do script, com o esperado clichê da comunicação em português, que aliás sempre dá certo. 

 

Destaques?

 

Sting, sempre ele. Descobriu a fórmula de Flamel. Recriou a Pedra Filosofal e com ela o Elixir da Longa Vida. Perfeito! 

 

A civilidade do público, apesar das inadimissíveis falhas da organização - afinal, quem pagou tão caro não merecia ser espremido na entrada, nem ficar sem bebida lá dentro.

 

Herbert Vianna. O que foi ele "adaptar" a música e cantar "em cima dessas rodas também bate um coração"? Além de prova de inigualável presença de espírito, foi demonstração absoluta de muita riqueza interior. Ovacionado merecidamente. De arrepiar.

 

Escrito por Debby Matos às 01h50
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04/12/2007


 

“Eu sempre te amarei. Onde estiver estarei. Oh, meu Mengo!”


 

Tá no diário oficial: a torcida do Mengão agora é Bem Cultural do Rio. Torcida de um time de tradição, raça, amor e paixão. Torcida que lota. Desequilibra. Faz tremer o Maraca. Que entra em campo. Que vibra. Que acredita.


 

Camisa que nunca fica com cheiro de naftalina. É uma paixão que não tira férias conjugais. Camisa sem preconceitos. Manto sagrado.


 

Torcida que canta. Que encanta. “Ôôô. Que torcida é essa?!” 12º jogador em campo. E grita. E se desespera. E sobe junto com time. Empurra. Tabela. Tira o zagueiro da jogada. Vai na linha fundo. Cruza. Dá um toquinho com categoria na bola e corre pro abraço.


 

E a camisa 12 veste a arquibancada. O estádio chacoalha. Onda rubro negra. “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. Flamengo sempre eu hei de ser”.


 

E gira a camisa. E abre e fecha os braços. E balança a bandeira. Mostra “ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro”. Faz “levantar poeira”. Espetáculo a parte. “Dá-lhe, dá-lhe, da-lhe mengo! “ É de arrepiar.


 

E tem mais. 90 incessantes minutos de disposição. O camisa 12 não pára. Marca. Limpa o lance. Arma a jogada. Lança na cabeça da grande área. Mata no peito. Toca. Recebe e cabeceia pro gol. Presente em cada lance. Melhor jogador em campo. E ainda canta: “conte comigo, Mengão, acima de tudo rubro-negro”.


 

Aliás, sejamos muito justos, não desmerecendo o goleiro-artilheiro, o troféu de melhor jogador do Brasileirão, deveria mesmo é ser da torcida do Mengão - que domingo, vai ao Macanã, torcer pro time de que é fã. E que não quer saber de cadeira numerada, vai mesmo de arquibancada pra sentir mais emoção. Afinal, não é de brincadeira, ele é pentacampeão.


 

Mas, tudo bem: teve o tombamento registrado em diário oficial e o passaporte carimbado para a Libertadores, com visto para Tóquio. Além disso, dois guerreiros na seleção do brasileiro e o Municipal rendido à maior torcida do Brasil, justa homenagem na festa da CBF.


 

E por tudo isso, eu, camisa 12 “com muito orgulho e com muito amor”, seguirei cantando: “vencer, vencer, vencer. Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer.”



Escrito por Debby Matos às 23h50
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30/11/2007


Show da Céu no Mistura Fina!!!

Menino bonito, menino bonito, ai...menino bonito, menino bonito ai...

 

Gente ontem fui à reinauguração do lendário Mistura Fina, agora na Rainha Elizabeth, com show da Céu. Um desbunde... Muuuuuuita malemolência. A sensação é que dá pra ver com os ouvidos e escutar com os olhos... De tão bem azeitada a mistura. De tudo um pouco. Na dose certa. Caminho improvável que surpreende. Nada óbvio. E exatamente por isso encantador.

 

 

"É tudo o que eu posso lhe adiantar
O que é um beijo
Se eu posso ter teu olhar
Cai na dança, cai
Vem pra roda da malemolência"

 

Escrito por Debby Matos às 15h50
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27/11/2007


Vontade

 

Dizem que vontade é uma coisa que dá e passa.

Não.

Vontade dá. E fica.

Vontade vira. Revira. Vira de novo.

Dá vontade... Muita vontade!

Vontade de querer.

De envolver.

De ter.

Vontade fica.

Vontade cresce.

Enlouquece. Estremece.

Vontade alucina. Perturba o juízo.

Vontade faz cócegas. Vontade ri. Grita. Geme.

Vontade é insaciável. Incontrolável.

Vontade faz arrepiar. Faz suar. Faz molhar.

Vontade pega. Escorrega. Se entrega.

Nada melhor que uma pegada com vontade. Beijo com vontade. Sexo com vontade.

E aí?

Deu vontade?

 

 

 

 

 

 

Escrito por Debby Matos às 12h14
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25/11/2007


Lapa 40 graus:
Meu carro foi arrombado na Lapa. Um dia normal (?) no Rio de Janeiro
 
 
 
Era o que eu podia definir até então como um dia perfeito. Acordei com o sol na minha janela. Praia! Escrevo no msn: Bom dia, sol! Algumas ligações e pouco tempo depois, amigos queridíssimos comigo... Todo mundo com secura de sol, afinal, nunca vi um novembro tão chuvoso... Papo em dia. Carinho. Abraços. Beijos. Conversa fiada. E encontros. Os esperados e os surpreendentes.  
 
 
 
Depois almoço. Bem tarde, porque o clima é de verão. Descubro que não preciso mais ir trabalhar, resolvo tudo por telefone (Deus salve o celular!) e posso ficar um pouco mais. - Amiga, tem teatro para todos! Achar ingresso não é mais tão fácil, mas conseguimos... (Dependendo do ângulo é até bom, ingresso esgotado é sinal de que as pessoas estão indo ao teatro. Bravo!). Passa em casa. Jeans, camiseta e casaco. Afinal tem ar. E eu não tô naquela comunidade do orkut: Deixa o ar ligado, porra! Troco a mensagem no msn: Boa noite, lua! Afinal, que lua é essa.
 
 
 
A peça é uma comédia. Gente jovem. Gente boa. Todas loucas pela fama. Tudo indo bem. E ainda tem o aniversário da Flavinha na Lapa! Lugar novo: Lapa 40 graus. "Vambora"!
 
 
 
Na hora de estacionar briga de flanelinhas... Paro onde me indicaram. E mesmo estando em dia com todos os meus impostos, o que me daria o direito de parar em qualquer lugar onde não exisitisse um placa proibido estacionar, dou forçosamente minha contribuição.  Aliás, eu não, minha amiga Debby (tb!), pq eu não tinha $. Só cartão.
 
 
 
O lugar é maneiríssimo. Fomos absolutamente bem recebidos. Tratamento Vip. Tinha fila, mas eu nem vi. Ótima companhia. Energia boa. Depois dos parabéns da Flavinha (que tava chiquérrima!), "partiu" pra ver o Bruninho tocando na Parada da Lapa. Levamos o carro, pra parar mais perto? Não... Dá pra ir andando... Depois os meninos voltam com a gente... Então tá.
 
 
 
Gente! Que repertório é esse?! Alto nível. E que lugar bacana. Vamos lá pro Bruninho ver que a gente chegou. Samba de raiz, funk... Tempero bem carioca. A hora passa e a gente nem se dá conta. Tá na hora de ir.  Mas...Tava bom de mais pra ser verdade.
 
 
 
 
Vidro de trás quebrado... Levaram todo o meu material da pós e meu casaco (aquele pra aguentar o ar do cinema)... Tô arrasada... Só faltava essa: ladrões cultos e estudiosos... Afinal, pra que ele precisava do meu caderno e da minha apostila???   Bem, entro no carro e saio logo, afinal não ia ficar ali esperando eles virem completar o serviço. Mais a frente paro e, sei lá por que, vou avisar a um policial sobre o que tinha acontecido. Conto o incidente ocorrido mais cedo com os flanelinhas e falo sobre a minha percepção de que isso tem a ver com a briga deles. Mas, como era evidente, ainda tive que escutar o lamento do "aspira", até bem atencioso e educado (tenho que ser justa), de que é um fato normal, ou melhor corriqueiro... Que não era nem a primeira, nem a última vez que isso aconteceria. É. Eu podia ter dormido sem essa.
 
 
 
Cadê o Capitão Nascimento?! Se do Luciano Huck levaram um rolex, de mim levaram algo muito valioso: um pedaço da minha inteligência e da paixão que tenho por esse lugar... Só espero que os críticos do Luciano, não me venham também dizer que era o meu material que não devia estar ali. Que "exibir" conhecimento, é ostentar e humilhar a parcela da sociedade que não tem acesso a ele.
 
 
 
Se já insinuaram por aí que é exibicionismo, usar algo valioso, comprado com dinheiro fruto de um trabalho honesto, fazendo parecer que é "errado" trabalhar e ganhar dinheiro, e que é lícito justificar a violência pela falta de oportunidade, que não venham me dizer agora que também é tortuoso o caminho de quem só quer estudar para ir além na vida.
 
 
 
Ninguém merece isso e muito menos eu... Só espero que meu caderno e minha apostila sejam de boa serventia. (Se bem que neste caso, eles vão acabar querendo aplicar Inteligência Competitiva ao crime - se já não o fazem... E aí, ai de nós!)
 
 
Me despeço ainda decepcionada, mas aliviada, por que uma coisa eles não puderam tirar de mim: o prazer da companhia dos meus amigos.

Escrito por Debby Matos às 07h07
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24/11/2007


 

Taí! O link para a minha crônica no Globo On line:

http://oglobo.globo.com/participe/mat/2007/10/18/298202629.asp

 

Beijos e queijos...

Escrito por Debby Matos às 11h42
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23/11/2007


 

Entrada (não) autorizada

 


 

Nenhuma escravidão é mais irremediável do que a do pensamento. Parece que a gente fica viciado. É uma compulsão que não respeita hora, local e nem o fato da gente estar abarrotado de trabalho. Basta uma vírgula num discurso, o tempinho que o computador demora para abrir um programa, os segundos que a gente demora para colocar o telefone no gancho depois de uma ligação, ou o suspiro que a gente dá enquanto pula de um assunto para outro na maratona diária. Não importa. Basta um “nanovacilo” na concentração e pronto. Lá está o pensamento fazendo a gente de gato e sapato.

 

 

A gente pendura uma placa na porta: entrada não autorizada. Mas ele não ta nem aí. Interrompe dos assuntos mais banais aos mais importantes, sem fazer cerimônia. E se o pensamento estiver ligado a uma coisa boa, te tira do chão, leva pra bem longe, pro aconchego de momentos incríveis, que você se estica todo querendo reter com a ponta dos dedos. Agora, se tiver ligado algo nem um tico agradável, melhor nem pensar. Isso mesmo: pula. Mas o pior é que a gente pensa. Melhor nem pensar. Então vamos combinar que, pelo menos, por ora, a gente não pensa.

 


 

E sabe o que é engraçado? Que quando a gente volta da viagem -com olhos ainda perdidos - e nos vemos um tanto quanto atônitos, no meio de uma reunião em que se discute um assunto que pra gente é quase grego, a gente acha que todo mundo adquiriu, de uma hora para outra, a inédita capacidade de ler pensamentos. E dependendo do que induziu nossa viagem nos braços de Morfeu, a gente cora. Tenta concentrar de novo, mas é só um piscar de olhos e lá está ele de novo. Sedutor. Provocante. Serpenteando entre nossos neurônios. O passado achando que é presente e, ainda por cima, querendo se fazer de futuro. Causando leves pontadas de satisfação no fundo do desejo. Certeiras erupções da vontade.

 


 

E não importa o tamanho do pensamento. E sim o que ele representa. Pode ser um idílio ou uma saga. Tanto faz. O que importa é o seu potencial para a leviana obsessão. Sua carga de intensidade. Pode ser um breve parágrafo que se repete, ou um capítulo inteiro que se desdobra. Como se alguém tivesse apertado a tecla “repeat” na gente. Como se o nosso corpo reivindicasse o direito de prolongar a satisfação. De dizer que quer mais. De nos mandar a real de que, não importa o que a gente faça, nada pode nos privar de reviver, infinitas vezes, cada segundo de prazer. De nos dar um simples recado: no eterno jogo entre razão e emoção, quando a endorfina entra em campo, é xeque-mate na certa.

Escrito por Debby Matos às 00h38
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20/11/2007


 

O dito pelo não dito

 


Palavras são meio crianças. Livres. Leves. Soltas. Palavras escorregam Correm. Fazem estardalhaço.


Algumas foram inventadas. Outras deixaram-se inventar. Palavras gostam de peripécias. De surpresas.


Às vezes gostam de brincar de esconde-esconde. Ora se escondem no avesso do papel. Ora atrás do cursor do computador. (Aliás, que capacidade é essa que esse tracinho piscante tem de nos roubar a inspiração, de consumir vogais e queimar consoantes.)


Palavras de vez em quando brotam, mas não florescem. Muitas vezes ficam no meio do caminho entre a ponta do dedo e a da caneta.


Às vezes são declamadas, mas não são ditas. Às vezes só fingem dor. Outras, sentem.

Algumas movem montanhas, outras paralisam.

Umas são lúcidas. Outras furtivamente tolas.

Palavras são mesmo peraltas.

Quando a gente menos espera, nos invadem. E transbordam.


Rolam de nossos lábios e, sem pedir licença, se apropriam dos ouvidos alheios.

Isso acontece por que, em alguns momentos, as palavras se acham meio pensamento.

Não querem nem saber. Chegam e acontecem. E quando nos damos conta, está o dito pelo não dito. Ou vice-versa.

Escrito por Debby Matos às 17h57
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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Esportes de aventura

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